sábado, outubro 13, 2007

COMO ME FUDI NO SHOW DO LOS HERMANOS

Voltei para o Brasil há pouco tempo. Vivia com minha família na Inglaterra desde garoto. Estou morando no Rio de Janeiro há uns três meses e agora estou começando a me enturmar na Universidade. Não sei de muita coisa do que está rolando por aqui, então estou querendo entrar em contato com gente nova e saber o que tá acontecendo no meu país e, principalmente, entrar em contato umas garotas legais, né?

Mas foi meio por acaso que eu conheci uma menina maneiríssima chamada Tainá. Diferente esse nome, hein? Nunca tinha ouvido. Estava procurando desesperadamente um banheiro no campus quando vi uma porta que parecia ser a de um. Na verdade, era o C.A. da Antropologia. A garota já foi logo me perguntando se eu queria me registrar em algum movimento estudantil de não sei lá o que. Que bacana! Que politizada ela era! E continuou a me explicar a importância de eu me conscientizar enquanto enrolava em beque da grossura de uma garrafa térmica. Pensei em dizer que estava precisando cagar muito rápido, mas ela era tão gata que eu falei que sim. Tainá: cabelos pretos, baixinha e com uma estrutura rabial nota dez… Aí, acho que ela me deu um certo mole… Conversa vai, conversa vem, ela me chamou para um show de uma banda naquela noite que eu nunca tinha ouvido falar: Loser Manos. Nome engraçado esse! Estava fazendo uma força sobre-humana para manter a moréia dentro da caverna, mas realmente tava foda. Continuamos conversando e rindo. Ela riu até bastante, mas eu, na verdade, tava mesmo rilhando os dentes porque assim ficava mais fácil disfarçar as contrações faciais que eu estava tendo ao travar o meu cu para não cagar ali mesmo na frente dela.

Pensando bem, eu tinha ouvido falar sim alguma coisa sobre essa banda lá na Europa ainda, mas não lembro bem o quê. Ah, acho que vi esses caras hoje no noticiário local dando uma entrevista. Achei que fosse uma banda de crentes tradicionalistas tipo Amish.Todos de barba, com umas roupas meio fudidas. Parecia até a Família Buscapé! Dão a impressão de ser uns sujeitos legais, mas o que me chamou a atenção mesmo foi o jeito da repórter, como se fosse a fã nº 1 deles, como se estivesse cobrindo a volta do Beatles ou coisa parecida. Não entendi esse jeito “vibrão” de trabalhar. Bom, mas se eu conseguir ficar com o bicho bom da Tainá hoje à noite, já tô no lucro! Marcamos de nos encontrar na entrada do ginásio. Rapaz, acho que tô dando sorte aqui no Brasil!

Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil “Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha.”, finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!

Ela me apresentou suas amigas, Janaína e Ana Clara e seus respectivos namorados, Francisco e Bento. Uma mistura de fazendeiros com intelectuais. Um cara de macacão, de sandália de pneu e com ar professoral. Outro de colete, tênis adidas, óculos e também com ar professoral. Pareciam ser legais, “do bem” como eles mesmo falam… Mas que não me deram muita conversa. “Do bem”, isso mesmo! Gíria nova… Todos aqui são “do bem”. E que nomes tão simples e idílicos! Janaína, Ana Clara, Francisco, Bento e Tainá. Nada de Rogérios ou Robertos. E eu que já tava me sentindo meio culpado por me chamar Washington… Realmente estava no meio de uma nova época da juventude universitária brasileira!

Comecei a conversar com a Tainá antes que a banda entrasse no palco. Aí… acho que tá rolando uma condição até! Quem sabe posso me dar bem hoje? Ela começou a falar de música: “De quem você é fã?”, perguntou. Pô, eu me amarro no George…” Ela imediatamente me interrompeu, dizendo alto: “Seu Jorge? Eu também amo o Seu Jorge!” Puxa, que legal! Ela gosta tanto do George Harrison que se refere a ele com uma intimidade única! Chama ele de “Seu”! Seu Jorge! Isso é que é fã! “Legal você já conhecer ele, hein? Eu sabia que ele ia se dar bem na Europa! O Seu Jorge é um gênio!” , ela emendou. Pô, eu morava na Inglaterra. Como eu não ia conhecer o George Harrison?

Essa eu não entendi…

Depois ela perguntou quais bandas que eu gostava. “Eu curtia aquela banda da Bahia…”.

“Ah, Os Novos Baianos, né?? Adoro também!” “Não, Camisa de Vênus! “Silvia! Piranha!” cantei, rindo. A cara que ela fez foi de quem tinha bebido um balde de suco de limão com sal. Senti que ela não gostou muito da piada. Tentei consertar: “Achava eles engraçados, mas era coisa de moleque mesmo, sabe?” Óbvio que não funcionou… Aí, acho que dei um fora…

Depois, Tainá foi me explicando que o tal Loser Manos é a melhor banda do Brasil, etc., etc., etc., e que eles “promovem um resgate da boa música brasileira”. “Tipo Os Raimundos com o forró?”, perguntei. “Claro que não!”, disse ela meio exaltada! Ela me falou que não se pode comparar os Los Hermanos com nada porque “eles são únicos”, apesar de hoje existirem excelentes artistas já reverenciados pela mídia do Rio de Janeiro como Pedro Luis e a Parede, Paulinho Moska, O Rappa, Ed Motta, Orquestra Imperial, Max de Castro, Simoninha e Farofa Carioca. Ela mencionou também “Marginalia” ou coisa parecida. Foi isso mesmo que eu ouvi? Achei que ela estivesse elogiando eles… Esses foram os nomes artísticos mais escrotos que já tinha ouvido, mas fiquei quieto. Fico feliz em saber sobre essa nova onda musical pois quando sai do Brasil o que fazia sucesso no Rio era Neuzinha Brizola e seu hit “Mintchura”. Ainda bem que tudo mudou, né?

Só depois percebi que o nome da banda é em espanhol: Los Hermanos. Ah bom! Mas se eles são tão brasileiros assim porque não se chamam “Os Irmãos”? Quando saí daqui os nomes de muitas bandas costumavam ser em inglês e até em latim. Ainda bem que essa moda de nomes de bandas em espanhol não pegou no Brasil!

Pelo que me lembro, ao explicar qual é a dos “Hermanos”, ela usou a expressão “do bem” umas 37 vezes e disse que eles falam de romantismo, lirismo, samba e circo. Legal, mas circo? Pô, circo é foda! Uma tradição solidificada nos tempos medievais que ganha dinheiro maltratando animais. Onde está a poesia de ver um urso acorrentado pelo pescoço tentando se equilibrar miseravelmente em cima de uma bola enquanto é puxado por um cara com um chicote na mão? Rá, rá, rá… Engraçado pra caralho! Na boa, circo é meio deprimente. Palhaço de circo só troca tapão na cara e espirra água nos olhos dos outros com flor de lapela e quando sai do picadeiro, vai chorar no camarim. Que merda! A única coisa legal no circo mesmo é quando ele pega fogo! Isso sim que é um espetáculo de verdade! Aquela correria toda, etc. Senti que essa galera se amarra em circo. Não faz sentido se eles são tão politicamente corretos assim, né? E os pobres animais? E eu querendo não passar em branco na conversa com a Tainá, mas não conseguia lembrar de jeito nenhum a única coisa que eu sabia sobre a banda… Cacete…! O que era mesmo?

De repente, uma gritaria histérica! O show tava começando! O ginásio veio a baixo! Perguntei pra ela: “Eles são todo irmãos, né, tipo o Hanson?” Ela disse um “não” esquisito, como se eu tivesse debochando. Todos eles usam uma barba no estilo Velho Testamento e se chamam “Los Hermanos”! O que ela queria que eu pensasse? Após ouvir a primeira música deu pra ver que os caras são profissionais mesmo, tocam muito bem e são completamente idolatrados pelo público, para dizer o mínimo. Fiquei prestando atenção ao show. Pô, as músicas são boas! Dá pra ver uma influência de Weezer, Beatles e Chico Buarque. Esse aí é fodão, excelente compositor mesmo. Lá na Inglaterra conhecia uns caras que eram ligados ao movimento “Dark”, como chamam por aqui. São os sujeitos que gostam de The Cure, Bauhaus, Sister of Mercy, etc. E tem a maior galera aqui no Brasil também que se veste de preto, não toma sol, curte um pessimismo niilista e se amarra nessas bandas. Mas se eles sacassem que o Chico Buarque é o genuíno artista “Dark” brasileiro… Pô, é só ouvir as músicas dele pra perceber: “Morreu na contra-mão atrapalhando o tráfego” ou “O tempo passou na janela é só Carolina não viu”. “Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue” ou “Taca pedra na Geni, taca bosta na Geni, ela é boa pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni”. Tudo alegrão, né? Se eu fosse dark, só ia ouvir Chico Buarque, brother!
Tentei reengatar a conversa dizendo que achava ao baixista o melhor músico dos Los Hermanos. Ela respondeu, meio irritada: “Mas ele não é da banda!” Como eu ia saber? O cara tem barba também! Aí, não tô entendendo mais nada…

Adiante, ela me disse que o cara que ela mais gostava na banda era um tal de Almirante. Depois de alguns minutos deu pra ver que o camarada imita um pouco os trejeitos do Paul McCartney, só que em altíssima rotação. Ele fica se contorcendo feito um maluco enquanto os outros ficam estáticos. É engraçado até! Parece que ele tem uma micose num lugar difícil de coçar! E fica falando e rindo direto. Ele é o irmão gaiato do cara que canta a maioria das músicas, o tal de Marcelo Campelo, como anunciaram no noticiário local hoje. Isso mesmo, Marcelo e Almirante Campelo: “Os Irmãos”! Legal! Já tava me inteirando! Ah, e tem também dois gordinhos de barba que estão lá também, mas devem ser filhos de outro casamento…

Tava um calor desgraçado, coisa que eu realmente não estou mais acostumado. Fui rapidão ao bar pra beber alguma coisa. Comprei umas quatro latas de refrigerante que era o único troço que tava gelado para oferecer para meus novos amigos: “Aí, trouxe umas coca-colas pra vocês!” Ouvi a seguinte resposta: “Coca-Cola? Isso é muito imperialista… Guaraná é que é brasileiro!” Puxa, que pessoal politizado… Isso mesmo, viva o Brasil! “Yankees, go home”, rá, rá! Outro fora que eu dei! Mas, pensando bem, eles não usam o Windows e o Word pra fazer trabalhos da universidade? Ou usam o “Janelas”? Dessas coisas gringas não é tão mole de abrir mão, né? Mais fácil não tomar Coca-Cola! Isso sim que é ativismo estudantil consciente! Posicionamentos políticos à parte, tava quente pra burro, então bebi tudo sob o olhar meio atravessado de todos eles… fazer o quê?

Lá pelas tantas, começou uma música e todo mundo berrou e pulou. Parecia o fim do mundo. Logo nos primeiros acordes, reconheci o som e falei pra Tainá: “Ah, eu sei o que é isso! É um cover do Weezer! Me amarro em Weezer!” Ela olhou pra mim com uma cara indignada e disse: “Que Weezer o quê? O nome dessa música é “Cara Estranho”. Já vi que não gostou de novo… Mas quem sou eu pra dizer algum coisa aqui, né? Porra, mas que parece, parece! Mas o que era mesmo que eu não consigo lembrar de jeito nenhum sobre eles? Acho que conheço alguma outra música deles… Só não consigo dizer qual…

Sabia que se eu quisesse me dar bem logo com a Tainá teria que ser entre uma música e outra pois parecia que ela estava vendo um disco voador pousar enquanto os caras tocavam. Resolvi fazer uma piada pra descontrair, que sempre rola em shows. Quando o Campelo tava falando alguma coisa qualquer, berrei: “Filha da putaaaaaaaaaa!” Pra que? Tainá e sua milícia hermanista me deram uma cutucada monstra na costela que me fez enxergar em preto e branco uns 5 minutos! Pô, todo show alguém grita isso! É quase uma tradição até! Eu me amarro no cara! E é só uma piada! Aí, esse pessoal leva tudo muito a sério! Caralho… Pensei em pegar uma camisinha da minha carteira e fazer um balão e jogar pra cima, como rola em todo show, pra mostrar pra Tainá que eu sou uma cara consciente, tipo: “Aí, Tainazão, se tu se animar, eu tô preparado!”, mas depois dessa vi que senso de humor não é o forte dessa galera…

O tempo tava passando e nada de eu ficar com minha nova amiguinha. Quando fui tentar falar uma coisa no ouvido dela, foi o exato momento em que começou uma outra música. Foi aí que a louca deu um grito e um pulão tão altos que eu levei uma cabeçada violenta bem no meio do meu queixo! Ela não sentiu nada, óbvio, pois estava em transe hipnótico só por causa de uma canção sobre a beleza de ser palhaço ou lirismo do samba ou qualquer outra coisa do gênero. A porrada foi tão forte que eu mordi um pedaço da língua. Minha boca encheu d´água e sangue na hora. Enquanto eu lutava pra não desmaiar, instintivamente enfiei a manga da minha camisa na boca pra estancar o sangue e não cuspir tudo em cima de Ana Claudia e Jandaína or something. Só que estava tão tonto com a cabeçada que tive que me segurar em uma ou outra pessoa pra não cair duro no chão. Foi quando ouvi: “Nossa, que horror! Lança-perfume! Esse playboy tá doidão de lança! Que decadência…” Lança-perfume? Cara, lógico que não! E mesmo que tivesse, todo show tem isso! Mas nesse, não pode. É “do bem”. É feio ter alguém cheirando loló!! Pô, todo show que eu fui na vida tinha alguém movido a clorofórmio. Aqui, não. Que merda…

Babei na minha camisa até o ponto dela ficar ensopada! Fui ao banheiro tentar me recuperar do cacete que tomei. Lavei o rosto e tirei a camisa. Quando voltava passei por uma galera e ouvi resmungarem alguma coisa do tipo: “…e esse mala aí sem camisa…” Porque não se pode tirar a camisa num show? Isso aqui não é só uma apresentação de uma banda? Parecia que eu ainda estava na Europa! Regulões do caralho… E, afinal, o que significa “mala”?

Estava enxergando tudo embaçado e notei que minhas lentes de contato tinham saltado pra longe com a cabeça-aríete de Tainá e esmagadas por centenas de sandálias de dedo. Lembrei que sempre levo um par de lentes extras no bolso. É uma parada moderna que eu achei lá em Londres. Um estojo ultrafino com uma película de silicone transparente dentro que mantém as lentes umedecidas e prontas para uso. Abri o estojo e peguei cuidadosamente a película com as duas mãos e elevei-a contra a luz para conseguir achar as lentes. Estiquei os polegares e indicadores, encostando uns nos outros, para abrir a película entre esses dedos. Balançava o negócio levemente, de um lado para o outro, contra a pouca luz que vinha do palco para conseguir localizar as lentes. Não estava enxergando nada direito! Quando tava lá com as mãos pra cima, fazendo uma força absurda pra achar as lentes, um dos caras legais com nomes simples, me deu um puta safanão no ombro. É claro que o silicone voou longe também… Caralho, minhas lentes! Custaram uma fortuna! Que filho da puta! “Que sinal é esse que tu fazendo aí, meu irmão? Tá desrespeitando as meninas?”
“Que sinal?? Que sinal??”, respondi, assustado!
“De buceta, palhaço!”, apertando o meu braço que nem um aparelho de pressão desregulado. “Você tá no show do Los Hermanos, ouviu? Los Hermanos! Ninguém faz sinal de buceta em um show do Los Hermanos, sacou?”, gritou o tal hipponga na minha cara.

Que viado, eu não tava fazendo nada! Parecia uma freira de colégio! Que lance é essa de buceta? Da onde esse prego tirou isso? As meninas… (Perái! Menina? A mais nova aí tem uns 25!) ficaram me olhando com a cara mais escrota do mundo! A essa altura, já tinha percebido que não ia agarrar a Tainá nem que eu fosse o próprio Caetano Veloso! “Bento”, que nome mais ridículo… Isso aqui é um show ou uma reunião de alguma seita messiânica escolhida para repovoar a Terra?

Caramba, que noite infernal! Tava com a língua sangrando, sem enxergar direito, só de calça, arrotando sem parar e puto da vida porque só tinha aceitado vir aqui por causa de mulher. Estava no meu limite. Isso era um show ou uma convenção do Santo Daime? Que patrulhamento! E, de repente, vejo Tainá e seus amigos olhando pra mim atravessado e cantando a seguinte frase: “Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?” Aí foi demais! Eu me atrevo: Ritmo, melodia e harmonia. Pronto, só isso! Mais nada! Olha só: foda-se o samba, foda-se o circo, foda-se a obsessão por barba da família Campelo e, principalmente, foda-se essa galera “do bem” que está aqui!”

Apesar de tudo, a banda é realmente excelente! O que incomoda mesmo é esse público metido a politicamente correto e patrulhador e a imprensa que força a barra pra vender alguma imagem hipertrofiada do que rola de verdade. Esse climão de festival antigo de música popular brasileira, daqueles com imagens em preto e branco, com todo mundo participando, que volta e meia reprisam na tv, tudo lindo e maravilhoso. “Puxa vida, um novo movimento musical brasileiro!”? “Estamos realmente resgatando a nossa cultura!” ? Que exagero… Ei, é só música pop! MÚSICA POP!

Caralho, finalmente lembrei! Eu conheço uma música deles! Ouvi em Londres!
Numa última tentativa de salvar meu filme com Tainá, na hora do bis, berrei bem alto: “TOCA ANA JULIA!” Só acordei no hospital. Tomei tanta porrada que vou ter que fazer uma plástica pra tirar as marcas de pneu da minha cara! Fui pisoteado! Neguinho ficou puto! Qual é o problema com essa música? Me lembro de estar sendo chutado pela elite dos estudantes universitários brasileiros e da própria Tainá, gritando e me dando um monte de bolsadas na cabeça! Que porra louca! Tentaram me linchar! Ofendi todo mundo! Pô, Ana Julia é uma música boa sim! É um pop bem feito! Se não fosse, o “Seu Jorge” Harrison não teria gravado, né? Se ele não entende de música, quem entende? Me disseram depois que o tal Campelo se retirou do palco chorando, magoado, e o outro irmão mais novo dele, o nervosinho que imita o Paul McCartney, pulou do palco pra me bicar também. Do bem? Do bem é o cacete…

Aí, sinceramente, ainda prefiro o show do Camisa de Vênus…

Adolar Gangorra tem 65 anos, é editor do periódico humorístico Os Reis da Gambiarra e é filho único.

quarta-feira, outubro 10, 2007

SO LE TRAN DO ... SOLETRANDO








Ligue o som do seu computador, ouça as palavras com atenção e digite-as corretamente.


Será que seu vocabulário é melhor do que de um aluno da 5ª série? E aí? Vai encarar?


O Soletrando é um joguinho em Flash (SWF). Para jogar é só clicar no arquivo com o botão direito, clicar em abrir com e escolher IExplorer ou Firefox.

download

domingo, setembro 30, 2007

VLW MENINAS DO BRASIL!!

Brasil perde a final para Alemanha e é vice-campeão
O sonho da conquista da Copa do Mundo foi adiado para as brasileiras. Na final deste domingo em Xangai (China), a seleção perdeu por 2 a 0 para a Alemanha, agora bicampeã do mundial feminino. A melhor jogadora do mundo escolhida pela Fifa em 2006, Marta, ainda perdeu um pênalti.

Mesmo com a derrota, o Brasil chega ao seu melhor resultado da história. Foi a primeira vez que o time foi à final da Copa do Mundo. No confronto entre a defesa alemã e o ataque brasileiro, o toque de bola das européias e as falhas de marcação do Brasil deram o tom da partida. As alemãs ainda terminam o torneio sem tomar um gol sequer.

"É difícil falar nesta hora. Tivemos bola na trave, eu fui infeliz na cobrança de pênalti. Agora vamos pensar nas Olimpíadas e repetir a campanha", afirmou Marta, ao canal Sportv, no final do jogo.

O jogo foi muito corrido e truculento no primeiro tempo. Os empurrões, as chegadas por baixo e os choques mais violentos não eram marcados pela juíza mexicana Maria Isabel Tovar. A partida ficou aberta e as defesas tiveram bastante trabalho.

No ataque brasileiro, Marta abusava das arrancadas individuais. O primeiro chute ao gol, sem muito perigo, foi dela aos 3 minutos. O revide veio um minuto depois. Garefreker perdeu um gol incrível após entrar na área pela direita e chutar na rede pelo lado de fora.

As goleiras Angerer e Andréia viam as suas defesas trabalharem muito na intermediária. Em um dos lances, a arqueira alemã teve que torcer para não ver o gol brasileiro. A atacante Daniela conseguiu um belo chute da meia lua que estourou na trave direita do gol inimigo. No rebote, ela recebeu por cima na área e cabeceou mal.

Com 61% de posse de bola, o Brasil mostrou o poderio no toque de bola. As alemãs sofreram com a marcação do ataque brasileiro, com Marta e Cristiane, e tiveram dificuldades na saída de bola.

Na volta do segundo tempo, as alemãs voltaram melhor, usando a tática brasileira: de marcação no ataque. Logo aos 6 minutos, uma falha da defesa brasileira e Prinz, a artilheira e melhor jogadora dos últimos dois Mundiais, completou para o gol depois de cruzamento de Smizek.

Onze minutos depois, Marta perdeu a melhor chance do Brasil para empatar. Em pênalti feito pela zagueira Bresonik em cima de Cristiane. A melhor jogadora do mundo bateu fraco à direita da goleira que quase agarrou a bola.

No final, Pretinha foi colocada em campo e Jorge Barcellos abdicou do sistema com três zagueiras. Faltavam nove minutos para o fim. Porém, Laudehr estragou a festa e deu o toque final: 2 a 0 para Alemanha com um gol de cabeça.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Resumão Heroes - Four Moths Later!

Se vc ta com preguiça de fazer o download abaixo leio o resumo do primeiro episodio da segunda tempora feito pelo: GUTO GUIMARÃES JUDAO.com.br

O mais novo episódio da série de super-heróis começa com Mohinder fazendo um pequeno resumão de tudo o que já aconteceu, falando sobre os poderes dos personagens principais e mostrando que tudo que ele e seu pai haviam estudado deixaram de ser teorias par ase tornar realidade. Enquanto ele fala, vemos todos os personagens principais… até os novos, que conheceremos mais tarde.

Mohinder também fala de um vírus, que tira o poder dos nossos amiguinhos e os mata em seguida. Mais uma menção a algo já visto em X-Mens da vida? =D

Um cara surge do nada e pede um autógrafo pro truta. Ele cita a irmã do rapaz, toma uma coça do indiano e depois lhe oferece um emprego, dizendo que todos os que estão em suas palestras acham que ele é um doidão.

Corta pra Maya e Alejandro, os dois mutantes “novos”. Vemos os dois fugindo da polícia, em Honduras. Depois que conseguiram se esconder, eles conversam sobre a vontade que ambos tem de ir aos EUA, para descobrir o que é que tá pegando com eles. Também vemos que os dois estão sendo procurados por assassinato, em um cartaz daqueles do tipo “Western”. =D

Corta pra deliciosa e somente minha Claire com seu papai, Noah. Eles estão em Costa Verde, na Califórnia. Na nova escola da mocinha, ela já começa levando uma tesourada das cheerleaders locais. Pai e filha conversam sobre todas as repercussões de tudo que aconteceu e Noah pede que a moça não faça nada de extraordinário… até dar um carro pra maravilhosa. Um PATCHA carro, diga-se de passagem. Depois de um momento emo, a moça quase é atropelada por aquele que deve ser seu gatinho no futuro. =D

Corta pro fenomenal Hiro, lá na casa do chapéu, sendo encarado por um monte de samurais. A cena é a mesma que já vimos no passado, no último episódio da primeira temporada. Os samucas disparam as flechas em Hiro, que consegue parar o tempo segundos antes delas o atingirem. Ele também encontra Takezo Kensei e o salva das flechas, teleportando-o pra outro lugar.

Corta pra Matt Parker tretando com alguém que pegou uma moça como refém. Ele chuta a porta e dispara dois tiros em um, dois em outro… pra encontrar um casal em uma sala. Ambos dizem ser o refém na situação, mas ele ouve os pensamentos do cara… e atira na moça. Depois disso, vemos que tudo não passou de uma simulação. Também vemos que Matt foi reintegrado a polícia.

Volta pra Claire, que está na aula de Ciências. Ela brinca com o fogo e o tal truta que quase a atropelou chega nela pra soltar um xavequinho básico e já virar duplinha com a moça. Ele pergunta se a moça é uma alienígena ou um robô. Depois de explicar o que ele quis dizer com isso, Claire demonstra não ser só um rostinho bonito.

Corta pros irmãos chicanos, que encontram com dois guerrilheiros que pedem 10 mil empiras pra levá-los até próximo da fronteira. Um dos caras mete uma cantada na moça (que é FROXO), pra depois colocarem os dois na traseira de um caminhão cheio de gente.

Matt Parkman de novo, que vai até a escola da pequenina que ele ficou de proteger no fim da temporada passada. Lá, uma das professoras chama Matt pra conversar, e ela diz que a mocinha tem pegado no sono durante a aula. Ele diz que ela tem pesadelos, quando a professora resolve jogar o cocô no ventilador e dizer que Matt não é “estável” o suficiente pra cuidar de uma criança. Sendo baleado, se divorciado… então, vemos que ele a adotou. A professora mostra desenhos que Molly fez, com um rosto feito de olhos malévolos e o “símbolo Heroes” no lugar do nariz. MEDO.

Agora, vemos Kaito Nakamura e Ando, em Nova York. O pai do Hiro e o truta conversam sobre Hiro, que está sumido por quatro meses. A voz do véio é assaz. Ele diz que vai esperar pela volta de Hiro, quando vimos uma foto dele riscada com o símbolo Heroes cair do seu jornal. Ele se assusta e dia que, em 24 horas, ele vai morrer. o_O

Agora, vemos a Mamãe Petrelli, junto de seu filho mais velho AND barbudo Nathan, conversando sobre a morte de Peter. Nathan tomou todas, e está todo deprê por conta da situação. Ele também se divorciou e diz que sua mãe é “má”. Ele a expulsa de onde estão, e volta a ficar EMO. Quando ela sai, encontra a mesma foto que o pai do japa achou, com a seu rosto riscado.

Agora, vemos Hiro e Takezo surgindo em outro lugar na floresta. Kensei ameaça Hiro, por não entender o que aconteceu. Na real, não era Kensei o cara do cavalo… O real Takezo aparece, e vemos que ele é um “moleque loiro” de olho azul. o_O

Corta pra Noah, que leva um esporro no seu novo trabalho. O cara fala como se fosse o rei do esquema dos papéis e o chama de serviçal a todo tempo. Se fosse eu, já tinha socado… mas como ele não pode fazer nada, deixa quieto.

Agora, vemos Mohinder e o careca que o acompanhou, conversando sobre o que é que ele quer fazer. Ele tem uma companhia que funciona mais ou menos como a escola do Xavier, educando os poderosos pra fazer o bem. Ele também cita Molly, dizendo que tem recursos pra ajudar a pequenina. Também têm grana para que Suresh pesquisar sobre o tal vírus assassino. Aí, vemos que o careca tem o poder de transformar qualquer coisa em OURO. Ó! =D

Matt e Molly agora estão comendo pizza no ap. do Mohinder, enquanto conversam sobre tudo. Matt ainda leva uma juntada da pequenina, antes de conversarem sobre os desenhos da mocinha. Ela grita com Parkman, dizendo que não quer falar sobre os desenhos. Depois, vai até seu quarto pra comer sozinha.

Volta pros latinos, dentro do caminhão. Eles estão lendo o livro do pai do Mohinder, e dizem que querem se curar do que eles possuem. Ela tem medo do seu poder, isso é certo. O caminhão pára e ambos são obrigados a descer do caminhão. Só o cara desce. Aí, o motorista resolve cobrar mais dinheiro dos dois, ou a moça vai na frente com ele. Eles batem no Alejandro e o deixam no meio do caminho, enquanto Maya continua a viagem obrigada.

Volta pra Claire, que está na aula de Educação Física. Ela joga peteca enquanto as gostosinhas tchiliders humilham os outros. Lá ela se encontra com o truta xavequeiro, que a chama de robô. Claire treta com a chefe das moçoilas e aceita o desafio dela. Um mortal de costas, de um lugar alto pra carvalho. Ela sobe… todo mundo observa. Então, ela desiste, lembrando do que seu pai falou. Todos saem fora.

Voltando pra Molly, que tem pesadelos mais uma vez. Matt chega perto dela e escuta seus pensamentos, sofrendo junto com ela. Então, ela diz que viu o cara e ele também a viu. Matt diz que mata o cara, mas ela fala que ele é poderoso demais.

Volta pra Claire, que faz o salto e cai de pé no chão, estourando sua canela. Ela logo a põe no lugar, enquanto o truta xavequeiro volta pra vê-la. Ele percebe que ela saltou… e voltamos pro papi. Ele está descansando e toma mais um esporro do bobalhão. Assim que o cara aponta o dedo pra ele, toma uma patcha invertida e é ameaçado por Noah. Ele diz que não vai mais ser humilhado. Eu rachei o bico. =D

Hiro e Kensei andam pelo mato, com Hiro não entendendo como é que Kensei pode ser tão bobão. Ele descobre que Kensei (que significa “cavaleiro da espada”) é inglês, e ambos começam a falar na língua dos caras. Também vemos que Kensei é um mercenário. Luta sujo, é um xexelento. Hiro fica desapontado. Ele diz que voltou do futuro, conta sobre as missões do cara… quando ambos vêem um vilarejo em chamas. Era uma vila que Takezo deveria ter salvo.

Volta pro pai do Hiro e Ando, falando sobre a tal ameaça de morte. Ele diz que pode ser qualquer um, o seu assassino. Então, ele pede que Ando vá embora, já que ficar junto dele não é seguro. Ando diz que não desiste, que fica lá por honra. Kaito pede uma espada, e vemos os dois se encontrarem com a mãe dos Petrelli. Eles estão no terraço do pintor perecido, vocês sabem quem é. Kaito e ela conversam, dizendo que, depois da morte de Linderman, do marido dela e de mais um cara, “restam nove”. Ó, a liga dos super-véios! =D

Ele fala que tudo está acontecendo por conta das pessoas que eles mataram e do sofrimento que causaram. Ele diz que procurou redenção ajudando Hiro a salvar o mundo, e pergunta como é que ela fez pra ajudar seu filho. Leva um tapão e diz que vai pro Japão. Ele pede que ela suma também.

Volta pra Hiro, conversando com o povo do vilarejo incendiado. Ele percebe que pode ter mudado o futuro, enquanto Takezo enche a cara. Do nada, uma japinha MARAVILHOSA vem e dá-lhe uma bordoada, cobrando que Takezo deveria ter ajudado a vila, em troca de tudo que eles lhe deram. Descobrimos também que a moça é a filha do ferreiro que fez a espada, que veio de um pagamento para o Kensei. A moça pega a espada e parte pra vingança. Hiro insiste com Takezo para que ele seja um herói, mas é nocauteado enquanto fazia seu discurso.

Agora, a família de Claire está jantando, reunidos. O clima é péssimo. Eles conversam sobre seus dias na escola e no trabalho… ambos mentem sobre suas peripécias. Fica por isso mesmo, até que Noah recebe uma ligação. É Mohinder, dizendo que os caras morderam a isca e ele está dentro. Noah diz que agora ambos vão derrubar a Companhia.

Volta pra Alejandro, que corre até o caminhão. Lá, ele encontra todos mortos, com Maya chorando ao lado do carro. Ela diz que não queria fazer aquilo, que não queria matá-los… então, ambos pegam o caminhão e continuam seu trajeto.

Volta pra Claire, que liga pra Nathan. Ambos conversam, dizem que sentem falta de Peter… sofrem, choram. Normal. Nathan diz que não é a pessoa certa para dar as respostas que Claire procura e, quando se olha no espelho, vê sua face totalmente deformada. Ou era Peter? Sei lá. Ele desliga o telefone e Claire se perde em sua emice. Do lado de fora, vemos o novo gatinho da moça, olhando-a pela janela… enquanto voa. o_O

Corta pra Kaito, no terraço. Um rapaz encapuzado aparece e Kaito diz que, de todos eles, nunca esperou que fosse aquela pessoa o tal assassino. Ando chega com a espada, mas o encapuzado corre em direção a Kaito e ambos se jogam de lá de cima. Ando corre, só pra ver a cabeça de Kaito espatifada no chão.

Corta pra Irlanda, em um porto. Um policial é nocauteado, enquanto um grupo de rapazes estão procurando por um conteiner. Eles o abrem… ele parece vazio. Mas não… há um cara acorrentado lá dentro. Os caras queriam encontrar iPods, mas encontraram Peter Petrelli, que dispara um rajada em um cara que tenta agredí-lo. Ao ser perguntado sobre quem ele era, a resposta é uma só: “Eu não sei”

To Be Continued… =D